quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

As aventuras...

Aventureiro...
Acho que é uma palavra que define um pouco a minha pessoa. Sempre gostei de aventuras, de desafios, de projectos novos, de fazer aquilo que outros nunca acreditavam ser possível... Mas ainda tenho aventuras para fazer. A própria vida é uma aventura.
Uma das coisas que sempre gostei da minha terra, Covas do Douro, era a união do jovens. Lembro-me dos tempos em que organizavamos os famosos piqueniques, na qual os rapazes tratavam das bebidas e do transportes e, as raparigas da comida. Eram domingos sempre passados em clima de alegria e de enorme convivio. Existe uma pessoa que, infelizmente, já não se encontra entre nós. O saudoso Padre Fernandes. Um Homem humilde, amorável e com um carisma acima da média. Ainda me lembro, estarmos no monte de S.Leonardo de Galafura, quando o Pa. Fernades apareceu com o "tachinho" de arroz para comermos. Apesar da idade, tinha um espirito jovem, e via-se nos olhos dele a alegria de estar connosco. Deixou saudades. Com a formação do Grupo de Jovens de Covas do Douro, as actividades recreativas e culturais foram inúmeras. Desde peças de teatro aos jogos populares, Covas do Douro viveu dias que jamais serão esquecidos. A dinâmica da juventude era enorme.
Uns casaram, outros partiram... O Grupo de Jovens diluiu-se!
Formou-se mais tarde a ACR (Acção Católica Rural) em que o nosso coordenador era o Eurico Machado que, dentro das suas possibilidades, lá ia desafiando a malta para diversas actividades e encontros religioso. Houve um desafio que mexeu com todos os membros do grupo. Fazer teatro no Largo da Fontinha-Covas do Douro, 5 de Agosto de 2005. Em cima do palco, previamente montado e decorado, fiz a apresentação do espectáculo, em que a freguesia de Covas saiu à rua e aplaudiu, cheia de entusiasmo, o trabalho dos jovens actores. Tirando um senhor emigrante que não gostou muito de uma música cantanda por mim, toda a gente enalteceu o trabalho realizado pela ACR de Covas do Douro. Fizemos outros espectáculos ao ar livre, mas aquele foi o 1º... Um enorme desafio...
Desde de muito cedo tive este espírito de organizar, de fazer, de orientar projectos e ideias. Talvez por ver o meu irmão, Mário, e os amigos dele a organizar festas. Depois, tive um professor na escola primária que me incutiu, também, esse espírito, sempre em prol das pessoas. O professor Luis Pereira Pinto, é uma referência para mim.
Com apenas 11 anos, assinar um contrato (como é que isto foi possível não sei!), com o Agrupamento Musical Diapasão, grupo de música na ribalta em 1989.
Durante o tempo que estudei na Escola Agrícola do Rodo, também, estive sempre ligado á Associação de Estudantes.
Com entrada no Ensino Superior, com apenas 20 anos, convidaram-me para fazer parte de uma lista à Associação Académica da UTAD. Foi um colega de curso, o famoso Manuel de Oliveira, um dinamizador nato, do jornal da Academia. Ganhamos! Foi uma mudança radical na Associação. Foi no ano lectivo de 1999/2000. Um mandato muito bom em termos de trabalho, mas que quase acabava mal. No ano seguinte, fui convidado para ser Secretario da Direcção e Coordenador da Politica Educativa. Um ano de trabalho duro e penoso. Só eu e o meu grande amigo, Rui Monteiro, sabemos o que passamos para que a Associação fosse um pólo dinamizador da Academia.
Em meados de 2001, fui convidado para fazer parte da Secção de Futebol da AAUTAD. Aceitei o convite. A equipa de futsal tinha acabado de subir à 1ª divisão nacional. Foram quase 4 anos como director de uma equipa que era o orgulho da Universidade e da Cidade de Vila Real. Um projecto interrompido, por individuos que tinham receio de que a Secção de Futebol tivesse mais protagonismo do que a própria Direcção da Associação. (um dia voltarei a falar sobre o assunto).
Para além de tudo isto, sempre houve e há (apesar de estar em dormência forçada por mim) o bichinho pela política.
Nunca fui feliz em termos politicos! 2 eleições=2 derrotas! Sim, perdi. Como Coordenador da Juventude Socialista de Sabrosa, nunca consegui que o candidato do PS ganha-se as eleições.
Foram 2 derrotas duras de digerir.
Hoje, talvez, fizesse coisa de outra forma. A formação da JS em Sabrosa foi um processo dificil, num concelho, tendencialmente, PSD.
Ouvi, muitas vezes, filhos de Presidentes da Junta do PS, que não queriam ser militantes da JS porque a Câmara era do PSD " e sabes como é..." Eu sei. Sei que são pessoas que andam à procura de uma oportunidade.
Em Covas, também, não fui feliz. Por 2 vezes que fui convidado para Presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia, obtive 2 derrotas. Mas, acho que fiz um bom trabalho na Assembleia como Deputado. Grande parte desse trabalho de oposição, realizado sozinho, já que os outros 2 Deputados não compareciam ás sessões!
Aventuras... em 30 anos, já tive algumas aventuras... Boas e más, não deixam de ser aventuras...

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