segunda-feira, 20 de julho de 2009

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2009


Estão quase aí as Eleições Autárquicas. No próximo dia 11 de Outubro, os Portugueses irão escolher os seus Presidentes da Junta, os seus Presidentes da Câmara e as suas Assembleias Municipais.
Por Covas do Douro as movimentações politico-partidária já estão a decorrer. Pensava que iria haver 3 candidatos à Junta de Freguesia. Felizmente, e para bem de todos os Covenses, houve 2 partes que se uniram, formando assim, uma equipa forte e de consenso. Se tivermos em consideração os número de votos de à 4 anos, esta união partidária tem todas as condições para vencer as eleições para a Assembleia de Freguesia.
Os resultados das últimas eleições para a Assembleia de Freguesia de Covas do Douro:

INDEPENDENTES (XIX)- apoio da Lista Independente - 168 votos - Serafim Monteiro
INDEPENDENTES (XIV)- apoio da Lista do PSD - 143 votos - Jose Arnaldo Guerra
PS - 98 votos - João Guerra (caroço)
Brancos: 11 votos
Nulos: 4 votos
Inscritos: 591
Votantes:424 eleitores (71.74%)


Assim, e tendo em conta, que essa união é constituida pelo actual Presidente da Junta-Serafim Monteiro- com o João Guerra(Toninho Caroço)-Candidato do PS em 2005, e que eles vão nas listas do Partido Socialista (PS), podendo o PS voltar à governação da Freguesia.
Mas isto são mera expectativas. O PS deve trabalhar duro para poder contar com o apoio da maioria dos cidadãos da freguesia. Não vai ser fácila a tarefa. O Zé Arnaldo, que se vai candidatar pela 3ª vez à junta, em 2001 foi pelas listas do PS, em 2005 pelas listas do PSD, e em 2009 deve continuar com o apoio do PSD. Mas como dizia, o Zé Arnaldo vai tentar chegar à vitória. Se em Covas e Chanceleiros os votos tendem para o Serafim, em Donelo, os votos tendem para o PSD, por consequência, para o Zé Arnaldo.
Vai ser uma luta renhida e interessante de assistir. Era bom que as 2 candidaturas apresentassem bons argumentos. Covas ficava a ganhar e assim fosse!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O gesto de Pinho-Min.Economia


O ex-Ministro da Economia foi, desde o inicio da legislatura, um Ministro que não criou grande empatia com os vários parceiros sociais. A falta de experiencia politica por parte de Manuel Pinho, levou-o a ter diversos comentários que criaram revolta em diversos sectores da economia Portuguesa.
Manuel Pinho foi vitima de si mesmo. Por diversas vezes a oposição pediu a cabeça do Ministro da Economia, e foi devido a um gesto com a cabeça que ele se demite. É um gesto incompreensível para um representante de Governo. Todos somos seres humanos e, por vezes, perdemos as estribeiras. Manuel Pinho perdeu o controlo emocional e reagiu de uma forma despropositada a um comentário pouco feliz do deputado do PCP.
É o fim da vida politica de um Ministro que sempre lutou por melhorar a economia de Portugal, das suas empresas, dos seus empresários, da classe trabalhadora. Nem sempre conseguiu bons resultados, mas foi um homem lutador.Ficará sempre ligado a aposta na Energias Renováveis, sector que sempre deu a cara como projecto de modernização do nosso País.
Algumas "tiradas" de Manuel Pinho:
- Em Outubro de 2006, o até hoje ministro da Economia, Manuel Pinho, anunciava "o fim da crise" em Portugal;
- Em 2007, foi o programa promocional 'Allgarve' apresentado com o intuito de promover o turismo algarvio, que suscitou várias críticas no seio da política interna;
- No mesmo ano, o ministro, que acompanha o primeiro-ministro numa visita à China, apelou ao investimento chinês em Portugal argumentando que os custos salariais são inferiores à média da União Europeia (UE) e têm uma menor pressão de aumento do que nos países do alargamento;
- Mais recentemente, o ministro da Economia de José Sócrates entrou numa polémica envolvendo Paulo Rangel, cabeça-de-lista do PSD às eleições europeias, e Basílio Horta, dizendo que Paulo Rangel tinha de comer muita papa Maizena para chegar aos calcanhares do Dr. Basílio Horta";
- As "gaffes" terminaram hoje em demissão, depois de Manuel Pinho ter, no Parlamento, colocado os dedos na cabeça em jeito de chifres.

Pinho pediu desculpa e a demissão. Fica para a história as suas "gaffes", mas deve ficar, também, o excelente economista que tudo fez para colocar um Portugal em crescimento, inovador, criando soluções para que todos possamos ter futuro mais colorido.

O Crescimento do Bloco de Esquerda


O Bloco de Esquerda tem, nos últimos anos, tido um crescimento interessente na democracia portuguesa.
A dupla vitória ocorrida no dia 7 de Junho (Eleições Europeias), onde subiu ao pódio da politica nacional - 3ª força politica mais votada, passando à frente da CDU e conseguiu triplicar o número de Eurodeputados, passando de 1 para 3, deixa o partido de Francisco Louçã com uma moral acrescida para as próximas eleições.
Mas será que interessa ao Bloco de Esquerda ser Governo? Fazer uma coligação com o PS num futuro Governo? Não me acredito que isso possa vir acontecer. Se isso viesse acontecer, o Bloco acabaria, conforme aconteceu com o PRD!
O Bloco de Esquerda será sempre um partido para fazer oposição. E é na oposição que este partido deve e sabe estar, tendo em conta o bom trabalho efectuado nos últimos anos.
O Bloco diz aquilo que os cidadãos gostam de ouvir, com um discurso fácil onde a comunicação social passa com agrado, apresenta sempre fortes argumentos contraditórios ás politicas do Governo. Louçã sabe fazer este trabalho.
O próximo passo deste partido será fazer uma longa reflexão sobre o que quer para o futuro. A hipotese de fazer parte do Poder é enorme, o número de votos leva a essa possibilidade e a essa obrigação! Caso contrário, os votantes deste partido começam a cansar-se de apoiar um partido que foge a sete pés de ser Poder e de poder colcoar em prática todas aquelas medidas, defendidas com unhas e dentes, pelos seus deputados.
A ver vamos, o que vai acontecer no futuro próximo....