quinta-feira, 29 de abril de 2010

Crise Financeira Portuguesa

Nos últimos dias,  Portugal tem sido alvo de um ataque feroz por parte das empresas de "rating" internacionais, sobretudo de uma empresa americana, Standard & Poor's.
Apesar de não ser especialista na área económica, longe disso, acho estranho esta empresa, baixe em 2 níveis o rating da economia portuguesa. Estranho por vários motivos: - não encontro motivos ou acontecimentos que possam ter alterado o rumo a economia portuguesa; - não vejo que se possa comparar a economia portuguesa e à da Grécia. Portugal apresentou o verdadeiro valor do seu deficit, ao passo que o gregos omitiram o verdadeiro valor!; - o Governo português tem conhecimento do problema financeiro das contas públicas, tendo apresentado no PEC medidas para diminuir até 2013 esse mesmo deficit; - o PEC português foi elogiado por todas as entidades reguladoras da economia mundial: Banco de Portugal, BCE, FMI,Comissão Europeia... as próprias agências de "rating", elogiaram a forma destemida, audaz e rigorosa do PEC do governo de Sócrates, e agora mudaram o seu discurso?! A propósito de quê ou de quem?!
Se calhar existe interesse de certas entidades económicas mundiais que, a par da Grécia, desejam que Portugal cai-a na "banca-rota"! Somos um país frágil, que criamos pouca riqueza á escala mundial, com problemas de dívida externa graves (gastamos mais do que produzimos), ou seja, um bom alvo abater... E é isso que está acontecer. Essas agência de "rating" querem acabar com Portugal, mas não para destruir os portugueses, mas através de Portugal, chegar á moeda europeia, o Euro.
O alvo dos interesses dessa empresas, é o Euro... Mas, o mais fácil, é atacar economias mais débeis,como a portuguesa e a grega, para atingir o seu objectivo - desvalorizar a moeda do continente europeu em prol do dólar americano. E, a China, tem um poder enorme neste mundo económico, apesar de estar lá escondida no oriente!
Existem, no entanto, outras questões que se levantam. Quem paga aos senhores das empresas de "rating", sendo elas privadas, como angariam os seus fundos?! Para quem trabalham essas empresas?! Qual o verdadeiro objectivo dessas empresas, se no mundo economico temos o FMI ou o BCE, que deviam fazer a gestão da economia mundial?!
Vivemos numa economia de mercado, extremamente feroz, onde o interesses dos grandes senhores mundiais são, sempre, salvaguardados.
Temos de nos juntar, unir esforços, de forma a defender a honra do nosso País contra esses especuladores de mercados...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

25 de Abril, sempre

Ontem comemorou-se o "Dia da Revolução dos Cravos". O 25 de Abril de 1974 é uma data histórica para os Portugueses que viram, através, dos seus militares, encerrar um ciclo da história de Portugal:  o fim do regime fascista que vigorou durante 4 décadas o nosso País.
Os militares que constituíram o Movimento da Força Armada (FMA) tinham, no seu programa, 3 grandes objectivos, os célebres três Dês: Democratizar, Descolonizar e Desenvolver.
Os objectivos eram enormes. Houve coisas que correram bem, a questão da democratização foi uns dos aspectos que,  apesar das dificuldades, vingou... A desconalização foi efectuada num clima adverso, o que dificultou a sua implantação. O desenvolver, foi talvez (ainda continua a ser) a grande entrave em Portugal.
O nosso País atravessa, desde à muitos anos, graves dificuldades sócio-económicas, desde o baixo grau de instrução ao elevado número de pobres... A juntar a tudo isto, veio a crise financeira de 2009, arrastando Portugal para uma situação financeira extremamente grave. Somos dos países da União Europeia com mais desempregados, quase 10,5%, com deficit de 9,4%, com uma elevada dívida externa e, o mais grave, vivemos sobre uma desconfiança total dos nossos parceiros europeus e mundiais.
Mas temos de acreditar que somos capazes de resolver os nossos problemas. São difíceis? são! Mas podem ser resolvidos? Podem... (Todo o problema tem uma solução, senão não seria um problema!)
O 25 de Abril deu-nos Liberdade e Esperança num Portugal melhor... Neste momento de alguma instabilidade sócio-económica, devemos contribuir para um Portugal mais justo, solidário e com futuro...
Não podemos esperar que os outros resolvam o nosso problema, ficar de braços cruzados não é uma solução ao problema, devemos e temos de agir...
O 25 de Abril trouxe Liberdade, mas trouxe sobretudo, RESPONSABILIDADE... E, nós, fugimos muitas vezes dela!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Vulcão na Islandia...

A Europa vive, neste momento, um cenário caótico devido ao vulcão na Islandia, situado no meio da geleira Eyjafjallajokull e que estava adormecido a mais de 200 anos.
A nuvem de poeiras vulcânicas que percorre os céus do norte da Europa tem provocado o fecho de vários aeroportos, levando ao desespero milhares e milhares passageiros que tiveram que ficar em terra. Para alguns cientistas, o vulcão poderá continuar em erupção durante os próximos 6 meses. Os economistas já fazem as suas contas ao encerramento dos aeroportos, e argumentam que esta erupção tem custos superiores ao 11 de Setembro, ou seja, ao atentado das Torres Gémeas nos EUA.
O nosso País, à beira mar plantado, é dos poucos países da Europa que continua com os seus 3 aeroportos internacionais abertos. Dos nossos aeroportos não saiem voos para as principais aeoportos europeus.
As transportadoras aéreas fazem contas á vida. Os operadores turisticos reclamam a não vinda de novos turistas... Enfim, a economia vai ressentir-se desta "poeirada vulcânica".
Mas isto vem a propósito de alguma infra-estruturas que ainda não existem em Portugal  e que neste momento em que não é possível voar, dariam muito jeito a milhares de europeus: o TGV (Train Grand Vitesses) - Comboio de Alta Velocidade, por exemplo. Sim, é verdade. Com a proibição de voar na maioria do espaço aéreo europeu, o comboio seria o meio de transporte das milhares de pessoas que estão retidas em Portugal. A própria Chanceler alemã Angela Merkel, viu-se obrigada a pernoitar por Lisboa, o nosso Presidente da Republica teve de atrasar o seu regresso ao Portugal depois de uma visita à Republica Checa. Tenho a certeza que com a linha de alta velocidade construida, teriamos conseguido minimizar este impacto economico-social criado pelo vulcão islandês.
Para aqueles mais cépticos sobre a construção deste meio de transporte, aqui fica uma  verdadeira alternativa ao avião. Para não falar daqueles que não gostam de andar de autocarro e de avião, o comboio de alta velocidade seria o seu transporte de eleição.
Está na hora de modernizar Portugal. O TGV é importante para o nosso desenvolvimento economico.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Eleições nas concelhias socialistas

Este fim-de-semana vão realizar-se, nos diversos concelhos, as eleições para os orgãos concelhios do Partido Socialista.
No distrito de Vila Real, as 14 concelhias vão a votos. Em determinadas concelhias, as eleições irão ser disputadas voto-a-voto. Um voto pode fazer toda a diferença. São os casos de Vila Real, Chaves, Peso da Régua, Alijó...
No meu concelho, Sabrosa, as eleições vão ser mais pacíficas. O único candidato é o Celestino Silva de Parada de Pinhão. Militante de base, homem forte nas suas convicções e de umas extrema disponibilidade para a luta partidária em prol do desenvolvimento do concelho.
Professor de formação,  esteve sempre ligado ao PS pela mão do seu pai, reconhecido por ter sido uns dos melhores Presidentes da Junta do concelho - Sr. Leonidio, ocupando diversos cargos no PS local e nos órgãos autarquicos.
Tive a honra de trabalhar com o Prof. Celestino durante 2 campanhas eleitorais autárquicas, 2001 e 2005. Não vencemos as eleições, mas ganhamos uma grande amizade.
Posso dizê-lo, publicamente, que lhe disse várias vezes que ele seria o futuro do PS em Sabrosa. Agora, com esta candidatura à concelhia, vejo que não me enganei. Antevejo um grande político neste Homem de carácter e de convicções.
Ele sabe que pode com o meu apoio, apesar de não ser militante de nenhum partido.
Resta-me desejar-lhe as maiores felicidades para esta nova etapa da sua actividade politico-partidária do PS em Sabrosa.